Maria  Cristina Pereira da Silva
Angela  Maria Ladeira
Daniel Garcia
Marcos Roberto Furlan

A soja, Glycine max, é consumida como alimento há milênios, e nas últimas décadas tem se destacado como alimento funcional tendo em vista a comprovação de algumas ações farmacológicas. Grande parte da responsabilidade destas atividades são compostos que pertencem ao grupo das isoflavonas, como genisteína, daidzeína e gliceteína. No entanto, encontram-se também pesquisas que demonstram que as substâncias funcionais variam em conseqüência de vários fatores, o que prejudica a recomendação. Através de revisão bibliográfica, o presente trabalho teve como objetivo verificar pesquisas sobre a ação da soja e da isoflavona na saúde humana. Para obtenção dos resultados foram realizadas consultas a banco de dados e publicações científicas. A revisão bibliográfica proporcionou informações tais como: a soja, consumida em algumas formas, tem sido relacionada após estudos epidemiológicos, com baixa incidência de câncer de mama, cólon e próstata; as isoflavonas podem agir como antioxidantes, anti-inflamatórias, antimicrobianas, redução do risco de desenvolvimento da Doença de Alzheimer, no controle do diabetes tipo II e prevenção de aterosclerose como fitoestrogênios; entre as isoflavonas, por exemplo, a genisteína inibe o crescimento de uma ampla variedade de células neoplásicas e também a agregação plaquetária e a migração e proliferação de células da musculatura lisa e os teores das isoflavonas na soja podem variar em função de clima, variedades, forma de preparo,. Após a discussão dos dados levantados conclui-se que, apesar das vantagens que tanto o consumo da soja in natura como a ingestão de suas substâncias isoladas, proporcionam a saúde humana, as variações que ambas sofrem podem comprometer a indicação da soja em dietas.

[Baixar o PDF completo]

Voltar     Topo